segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Desilusão

Justificar o injustificável? Sim, é necessário. Eu, como a maioria dos brasileiros, preferi acreditar que seríamos Hexa. Sabia que não éramos o melhor time, tinha consciência de tudo o que nos faltava para sermos um dos favoritos. Mas decidi acreditar. Uma Copa do Mundo em casa, talvez a única que eu verei em vida... não me dei outra opção. Considerei a ocasião especial demais para ser cético, preferi bancar o torcedor fiel.

Nada, além do hexa com um show de Neymar no Maraca em cima da Argentina de Messi, passou pela minha cabeça.

Acreditar. Essa também foi a estratégia da Seleção (idealizada por Felipão. Abraçada pelo grupo, comissão técnica e torcida), parecia genial. Acatei cegamente com o coração pulsando verde e amarelo firme e feliz. O brasileiro gosta de se sentir superior (isso também é uma forma de viralatismo) e não titubeou, como eu. Abraçou a ideia.

Essa estratégia, na verdade, foi um grande erro. A motivação se tornou um fardo. Até poderíamos ter vencido a Copa, tínhamos (pouca) chance. Mas deveríamos ter sido mais lúcidos, conscientes dos fatos, humildes... céticos.
Todos os jornalistas e torcedores do planeta tentam encontrar uma palavra para retratar esse fim. Eu fico com: DESILUSÃO.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Análise da Final

ALEMANHA É CAMPEÃ DO MUNDO



Indiscutível. Assim podemos retratar o título da Seleção Alemã na Copa do Mundo de 2014. Aquela que iniciou a competição como a grande favorita, confirmou as expectativas e conquistou o tetracampeonato mundial.

A Alemanha desfilou classe, qualidade técnica e consistência tática nessa Copa. Com esses ingredientes, Joachim Löw construiu - ao longo de 10 anos, é bom lembrar - uma equipe coesa, que consegue ser uniforme e brilhante ao mesmo tempo. É até um pouco difícil apontar grandes destaques em um elenco tão homogêneo, nivelado por cima. A força e a qualidade do grupo prevaleceu sobre brilhantismos individuais. Não atoa, a jogada do gol do título foi construída por dois "reservas" da campeã.

O jogo em bloco, a solidariedade, a objetividade e a extrema obediência tática são características desse time e que devem ser seguidas pelos grandes clubes e seleções do mundo a partir de agora. Essa é a principal tendência deixada pela campeã mundial.

A Seleção Alemã fez uma campanha regular. Teve dificuldades em alguns jogos, sobretudo contra seleções africanas como Gana e Argélia, que com força física e muita disposição tática conseguiram anular os efeitos fatais do jogo em bloco alemão. Quem ousou atacar a Alemanha se arrependeu, que o diga Brasil e Portugal. A França e a Argentina usaram táticas moderadas, mais voltadas ao sistema defensivo. Também não funcionou. A Alemanha mostrou capacidade de adaptação e superação e conseguiu romper todos os esquemas montados contra ela. Campeã invicta.

Já a Argentina não teve o mesmo brilho. Com um time repleto de estrelas, não conseguiu se impôr em nenhum de seus jogos. Nem quis. Preferiu ser burocrática e não correr riscos. A estratégia funcionou, chegou à final e quase levou o caneco. Todavia, o bom futebol venceu. O bom futebol sempre tem que vencer. Além do mais, ver a Argentina campeã da Copa na nossa casa seria o pesadelo no final do sonho bom.

O jogo não foi grande espetáculo, mas as duas seleções tiveram oportunidades de marcar. A Seleção Argentina apostou, mais uma vez, nas saídas em velocidade, aproveitando contra-ataques. A Seleção Alemã buscou dominar o meio de campo valorizando a posse de bola. 

Em uma falha não habitual da defesa alemã, Higuaín marcou, mas foi flagrado em posição irregular. Pelo lado alemão, Höwedes acertou a trave. Kroos e Messi também quase inauguraram o marcador, mas faltou um pouco de capricho e sorte a ambos. O jogo foi para a prorrogação.

No tempo extra, as duas equipes vieram mais cautelosas. Qualquer erro poderia custar a Copa. Palacio quase colocou a Argentina a frente, ao errar uma finalização cara a cara com Neuer. Schürrle também tentou, mas parou em Romero.

Aos 113 minutos de jogo, Schürrle encontrou Götze na área, o promissor alemão dominou no peito e finalizou com extrema categoria para dar o quarto título mundial à Alemanha, que, assim como Brasil e Itália, foi tetracampeã 24 anos após o terceiro título. Coisas do futebol, coisas da Copa do Mundo...

Festa alemã no Maracanã. O time que encantou o Brasil e o mundo dentro e fora das quatro linhas ergue o troféu mais desejado do esporte mais popular do planeta.

E assim finda-se a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, a Copa das Copas. O sonho se tornou real, embora com um final amargo para a Seleção Brasileira. Mas o Brasil ganhou a Copa das Copas. Não a Seleção, mas o País. Provamos ser capazes de realizar um megaevento dessa magnitude. Não pelo Governo (in)competente que temos, mas pela grandeza de seu povo, pela beleza de sua terra. Mostramos ao mundo a nossa cara. Valeu a festa, valeu o espetáculo. Valeu Brasil, valeu Alemanha, valeu hermanos chatos e todos os demais turistas que nos visitaram. Valeu povo brasileiro, acolhedor, solidário, gaiato e piadista. Essa Copa do Mundo foi inesquecível. Para mim e para grande parte daqueles que a viveram intensamente.


#CopadoMundo2014

#COPADASCOPAS

Análise da Disputa do 3º Lugar



A disputa da 3ª colocação na Copa do Mundo de 2014 foi o jogo mais melancólico que eu já assisti da Seleção Brasileira. Não havia festa, nem qualquer manifestação de empolgação. A cada gol holandês, um flash do jogo anterior e reflexões infinitas sobre o que aconteceu com a pentacampeã mundial.

Se a goleada sofrida para a Alemanha já havia deixado nítidas a falta de padrão tático e de experiência do elenco canarinho, a derrota para a Holanda apenas confirmou. O que se viu, mais uma vez, foi um time sem vibração e perdido em campo. Comportamento comum de quem não sabe o que fazer. Prova de que Felipão e sua comissão técnica falhou dentro e fora das quatro linhas.

A Seleção Holandesa aproveitou um time fragilizado técnica, psicológica e emocionalmente e encaçapou três gols fáceis, de treino. Jogou como quem não tem nada a perder - diferentemente dos últimos confrontos - e conseguiu impôr seu ritmo e sua potência ofensiva.

Para o Brasil ficou a corroboração daquilo que dantes fora revelado no dia 8 de julho. Assim, nos despedimos da tão sonhada Copa em casa.


#CopadoMundo2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Análise das Semis


Definitivamente, a Copa do Mundo de 2014 é a Copa das Copas.

Se você, como eu, gosta de presenciar uma boa história, então devemos estar satisfeitos. Uma Copa inesquecível passa diante de nossos olhos.

Se você, como eu, acredita que a dor da derrota é uma das partes mais belas do esporte, então devemos estar consolados. Presenciamos a derrota mais marcante dos 100 anos de Seleção Brasileira.

Consolados, sim. Conformados, não!

Derrota marcante, sim. Dolorida, não!

Não deu tempo de sentir a dor de perder a segunda oportunidade de conquistar uma Copa em casa. Não deu tempo de sentir raiva. Não deu tempo de ter reação alguma. Foi assim, morte súbita. Daquelas que o sujeito só sabe que morreu quando se vê diante do julgamento final.

Claro, farei outros posts comentando a derrota da Seleção. Mas, vamos ao que interessa a este post: as semi-finais.

A Alemanha, feito cobra peçonhenta, pegou de jeito a presa que estava feito criança inocente brincando pela selva. Ficou explícita toda a incompetência da comissão técnica brasileira. Menosprezou a melhor seleção do mundo e... 7x1.

O time alemão - friamente calculado - jogando em bloco anulou a Seleção. O Brasil, sabendo da característica de jogo do rival, em vez de fechar o meio de campo, preferiu lançar o levíssimo Bernard nas costas dos laterais alemães. Triste decisão. Ficou evidente toda a fragilidade da Seleção Brasileira. Junto com Neymar, o padrão tático do time foi embora. Mais pareciam onze desconhecidos tentando jogar bola depois do churrasco da comunidade. O Brasil, no seu maior desafio até aqui, tinha de ter consertado seu principal defeito: a distância entre as linhas de defesa, meio e ataque; só assim poderia fazer valer os 10% de chance que tinha de vencer. Mas o que vimos, mais uma vez, foi um time espaçado. Por diversas vezes durante o jogo foi possível notar cinco alemães (sempre em bloco) atacando e três brasileiros defendendo. 7 foi pouco. Uma aula tática colossal.

O que sobrou em Belo Horizonte, faltou em São Paulo. Um 0x0 entre duas equipes covardes marcou o outro lado da chave. Argentina, mesmo com toda sua potência ofensiva, decidiu jogar a Copa como time pequeno e como time pequeno chega até a final. Se arrastando pra vencer jogos, abrindo mão de atacar e jogar bonito, mas ganhando. A Holanda, que apareceu no início da competição como um time ousado e pra frente, agora recua. Depois do susto contra o México, já é o segundo jogo medroso do time de Van Gaal. Temeu demais a Argentina, se rebaixou e, dessa vez, não pôde contar com a sorte. Melhor para os hermanos, que enfrentarão a Alemanha na final.

Não teremos a oportunidade de voltar ao Maracanã após 64 anos. Teremos uma melancólica despedida em Brasília. Não sei como consegui escrever este post, mas não posso me abater tanto. Uma Copa histórica passa diante dos meus olhos. O sonho do hexa acabou, mas o sonho de ver uma Copa do Mundo no meu País ainda está de pé e o capítulo principal dessa história se aproxima.

Que venha a final!

#CopadoMundo2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Análise das Quartas

Nos pênaltis, arma secreta põe Holanda na semifinal


As quartas de final da Copa do Mundo 2014, mais uma vez, nos presenteou com belos jogos.

A surpresa Costa Rica caiu de cabeça em pé. Nem mesmo o maior contador de histórias do País latino ousaria escrever tal enredo. No capítulo final desse belo "conto verídico" o time dos ticos mostrou que não chegou entre as oito melhores seleções do mundo atoa. Muito organizado, mais uma vez, conseguiu neutralizar o potente ataque holandês e não raramente conseguiu levar perigo ao gol de Cillessen. Na defesa, contou com uma zaga consistente, um goleiro intransponível e muita sorte. Já a Holanda, vacinada contra o "fenômeno Costa Rica", se jogou com muita cautela e não conseguiu se impôr como dantes. Resultado: pênaltis. Mais um capítulo histórico e inédito foi escrito nesse jogo; nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, Van Gaal tirou da cartola uma substituição de goleiros; lançou Krul para a disputa das penalidades e ele não decepcionou, defendeu duas cobranças e deu a classificação à Laranja.

O Brasil - finalmente - fez seu melhor jogo. Pressionando a saída de bola; intensidade ofensiva; coesão no meio de campo... parecia aquele time que chegou e saiu atropelando na Copa das Confederações. Vencemos o time que vinha apresentando o melhor futebol até aqui. O golaço de David Luiz selou a passagem da Seleção às semis, mais um passo dado rumo ao tão sonhado Hexa e ao mais sonhado ainda título dentro de casa. A Colômbia parecia um time de meninos diante do desempenho brasileiro, que não deu chance alguma à James, Cuadrado e companhia desfilarem seu futebol. Mas bateram como gente grande, que o diga Zuñiga com uma entrada COVARDE em Neymar, que pode tê-lo tirado da Copa. Apesar desse fato lamentável, a seleção colombiana passou com honra pela Copa do Mundo 2014, digna de nota. Essa geração pode fazer os cafeteros alçarem voos inéditos no futebol.

O jogo mais esperado pelo mundo nessa fase era Alemanha x França. O jogo não refletiu - em termos de emoção - toda a qualidade técnica de ambas as equipes. Entretanto, a Alemanha soube se portar em campo, com a consciência e frieza que são características. Em um lance - gol de cabeça de Hummels - decidiram o jogo e passaram a controlá-lo. Apesar de jogar sob o domínio alemão, o time francês teve boas oportunidades de chegar ao empate. O goleiro Neuer mostrou tudo o que sabe e faltou sorte à Benzema, Valbuena e Varane. A França, todavia, sai dessa Copa com a cabeça muito mais erguida do que entrou. Mesmo sem o seu principal jogador - Ribéry - teve uma excelente campanha, apresentando um futebol bonito e envolvente. Destaque para o ótimo desempenho de Benzema na competição.

A decepção da rodada ficou por conta, mais uma vez, da seleção argentina. Em mais um jogo chato e pouco inspirado de Lionel Messi e companhia, os hermanos se classificaram, com gol de Higuaín. A Bélgica, ótima equipe, mas que também não tem empolgado, chegou perto, mas não conseguiu empatar. Sai dessa Copa com a certeza de que tem uma seleção de qualidade, que pode crescer muito ainda. Já a Argentina chega à semi-final se arrastando, resultado a resultado. Contra a Holanda terá seu jogo mais desafiador.

E que venham as semis! Com jogos, esperamos, no nível dessa sensacional Copa do Mundo que já está na história.


#CopadoMundo2014

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Análise das Oitavas



A Copa do Mundo de 2014 se firmou de vez como uma edição especial. As peculiaridades que eu citei na primeira fase continuaram aparecendo nas Oitavas de Final. Pela primeira vez nesta fase, 5 dos 8 jogos foram decididos na prorrogação - e aqueles que não foram também sobejaram emoção. Outro fato inédito foi que todos os times que se classificaram em primeiro lugar em seus grupos avançaram às Quartas.

Os jogos das Oitavas, definitivamente, mostraram que a partir de agora, cada vez mais (somos um só?), acabou essa história de "favoritismo". Foi de encher os olhos o futebol mostrado pelas africanas Nigéria e Argélia, que, com muito volume de jogo, quase eliminaram equipes campeãs mundiais.
O México - pobre México - não consegue sair da velha sina de jogar como nunca e perder como sempre (e nas oitavas, de novo...). Mas também é uma Seleção que merece menção honrosa. Lutou muito, aplicou todo o seu futebol, mas ainda não foi o suficiente. Falta bola, falta sorte, sempre falta alguma coisa para o México.
Honrosa também foi a campanha chilena, tanto é que chegaram em Santiago como se estivessem chegando com a taça. O Chile sai de cabeça erguida após quase eliminarem o anfitrião da Copa, que é só pentacampeão do mundo. Jogaram de igual para igual e provaram que são um time do primeiro escalão mundial.
A seleção dos Estados Unidos também encheu de orgulho a sua nação - algo raro no país norte-americano. Essa seleção já entrou na história como o time que conseguiu cativar a torcida, fazendo com que ela vibrasse com algo além dos tradicionais Football, Baseball e Basketball. O Soccer bateu recordes de audiência e despertou uma nova paixão no país. O time é muito bem organizado e mostrou mais qualidade técnica do que de costume. É uma seleção que pode crescer ainda mais nos próximos anos, principalmente se Klinsmann continuar no comando.
A Grécia sai da Copa com um título: a seleção mais guerreira do Mundial. Muito limitada tecnicamente, chegou às Oitavas (e quase às Quartas) com algumas doses de sorte. Mas ninguém pode falar que não foi merecido. Não houve adversidade que fez esse time desistir. Mesmo quando tudo parecia perdido, honraram um dos personagens mais marcantes de sua mitologia - Fênix - e ressurgiram das cinzas por diversas vezes.
A Suiça veio com um time entrosado, de alguns bons valores, que almejava entrar no hall das grandes seleções. Faltou um pouco de fôlego. A defesa, tradicionalmente segura e pouco vazada, não foi a mesma de edições anteriores. O ataque correspondeu às expectativas, mas no jogo das Oitavas não mostrou a mesma eficiência e saiu da Copa com a sensação de que poderia ter ido mais longe.
Se é que houve decepção, ficou por conta da Celeste Olímpica. Chegou com alguns problemas extra-campo, como a forma de Forlán e Lugano, além da suspensão de sua principal força, Luis Suárez. Todavia, o Uruguai era um time do qual se esperava mais. Contudo, ter sobrevivido ao (mequetrefe) "grupo da morte", já foi uma feito honroso.

Das seleções que permanecem vivas na competição, a Colômbia é a única que tem destoado das demais. É, até agora, a melhor seleção do Mundial. Vem jogando um futebol vistoso, de muita técnica - lembra, de longe, os tempos áureos da Seleção Brasileira (pelo menos na proposta de jogo). Acredito que o jogo contra o Brasil será absolutamente franco, com propostas similares. Vencerá o melhor - ou aquele em que um jogador inspirado decidir.
A França também vem mostrando muita força, com um time de muita qualidade técnica. Deschamps conseguiu implementar uma mistura harmônica de habilidade, velocidade, poder de finalização e força física. É um time que chega muito bem ao ataque, com volantes participativos e meias de muita movimentação. Ainda tem um tal de Benzema, que tem se mostrado fatal. A seleção alemã, muito organizada e abastada em todos os pré-requisitos de uma favorita, tem decepcionado. Só fez um jogo digno das expectativas sobre ela impostas: a estreia contra Portugal. França e Alemanha terão de jogar tudo o que sabem. O time alemão é melhor, mas o time francês está jogando mais.
Falando em time com muita expectativa e pouca bola por enquanto... Brasil e Argentina não têm jogado nem metade do que deles se espera. No caso da Seleção Brasileira, falta criatividade e volume de jogo no meio-de-campo. A impressão que tenho é que o Brasil tem apenas dois setores: a zaga e o ataque. A bola viaja de uma extremidade à outra sem ser cadenciada. Paulinho, em péssima fase, e Oscar, com acumulo de funções, têm deixado a desejar na organização ofensiva da equipe. No time dos Hermanos, fica nítida a desorganização tática e a falta de cadência no toque de bola. Messi - sem função tática - não organiza o jogo e nem marca, está ali apenas para, em lampejos de genialidade, decidir. Dí Maria é o faz-tudo do time, é quem alimenta o setor ofensivo, com muita competência, diga-se de passagem. Aguero e Higuaín dependem da criatividade dele, o problema é que ele não é um armador, é um ponta habilidoso que também necessita de alguém para armá-lo. A defesa, por sua vez, é tenebrosa. Quando enfrentar um time com ousadia suficiente para atacá-la, dificilmente resistirá. E essa hora está chegando, acredito que a Bélgica seja esse time. A Argentina terá sua primeira prova de fogo. Se já titubeou em tarefas mais fáceis, terá de jogar muito mais do que tem jogado para avançar à Semi. A seleção belga não está exibido toda a qualidade técnica esperada, mas tem esbanjado eficiência. Um time muito equilibrado taticamente e que conta com jogadores de habilidade e decisivos. No duelo contra a Argentina, se permanecer com a defesa sólida e os contra-ataques rápidos, tem total condição de vencer.
A Holanda é um time que não dita o ritmo do jogo, deixa sempre que o oponente o faça. Opta por sair nos contra-ataques, jogar no erro do adversário. Não é uma característica tradicional do futebol holandês, todavia tem se mostrado fatal dessa forma, com coesão defensiva e muita velocidade no setor ofensivo. A Costa Rica terá de estar no dia mais inspirado da vida de seus 11 atletas se almeja chegar à Semi. A proposta, provavelmente, será a posse de bola, também esperando o erro holandês, mas será incentivada a atacar. Atacando, terá de errar muito pouco para não cair nas armadilhas laranjas. Acredito que sucumbirá.

Não, nada de palpites desta vez. Que venham as Quartas de Final! Que nos presenteie com muitas emoções e histórias, jogos, lances que ficarão eternizados na história das Copas! Essa é a Copa das Copas.


#CopadoMundo2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

Análise da Primeira Fase


Quantas emoções essa primeira fase nos proporcionou... a Copa do Mundo de 2014 já é diariamente propagada como a melhor Copa de todos os tempos. Não pela organização e nem tão somente pelo desfile de grandes craques.
Essa Copa tem apresentado muitas peculiaridades. Tem se mostrado surpreendente, derrubando os "fortes" e elevando os "fracos". Nas arquibancadas, uma sinergia jamais vista. Nas ruas, uma festa inimaginável. A integração e confraternização dos povos - segundo eles mesmo - nunca foi tão forte quanto agora, nas cidades e ruas do nosso Brasil.
Dentro de campo, as principais estrelas da "Constelação Copa" têm correspondido às melhores expectativas. Os jogos, ricos em emoção, tem nos surpreendido e encantado, com alto número de gols, viradas e jogadas de beleza e raça. Algumas seleções decepcionaram, como o trio Espanha, Itália e Inglaterra. Esses três países possuem as três melhores ligas de futebol do mundo, jogadores muito valorizados, tradição e completa infraestrutura esportiva. Todavia, nada disso adiantou. Buffon, Pirlo, Casillas, Xavi, Gerrard e Lampard poderiam formar uma hipotética seleção de melhores jogadores do Século XXI, mas a Copa 2014 pode ter sido o último - e triste - capítulo da carreira destes atletas.
Por outro lado, algumas seleções tem desfilado um futebol magnífico, praticamente impecável, casos de França e Colômbia, os melhores times da primeira fase. Não, nunca vi campanha de primeira fase ganhar título, a Copa, para quem quer vencer, começa agora! A partir das Oitavas é prova de fogo. Agora é que vamos ver se a Holanda vai continuar envolvente e fatal como tem se apresentado. Agora é que vamos ver se seleções favoritas como Brasil, Argentina e Alemanha, são realmente fortes ou se têm mais fama do que futebol. Agora é que vamos ver se as zebras são só zebras ou leões disfarçados. Agora é que vamos ver quem é craque e quem é estrelinha. É AGORA. O oba-oba diminui, a tensão aumenta e os batimentos cardíacos acompanham. Se a primeira fase já nos reservou grandes emoções, que dirá a partir de agora.


Abaixo, um pequeno histórico da primeira fase. E, claro, os palpites para as Oitavas:

SELEÇÕES
GRATA SURPRESA: Costa Rica

GRANDE DECEPÇÃO: Espanha

MELHOR TIME: França

PIOR TIME: Camarões


JOGADORES
GRATA SURPRESA: James Rodríguez

GRANDE DECEPÇÃO: Iker Casillas

MELHOR JOGADOR: Neymar Jr.

PIOR JOGADOR: Diego Costa


JOGOS
GRATA SURPRESA: Coréia do Sul 2x4 Argélia

GRANDE DECEPÇÃO: Bélgica 1x0 Rússia

MELHOR JOGO: Austrália 2x3 Holanda

PIOR JOGO: Irã 0x0 Nigéria

MELHORES JOGADORES: Neymar Jr; Karim Benzema; Thomas Muller; Robben; James Rodríguez; Lionel Messi; Van Persie; Alexis Sánchez.



PALPITE PARA AS OITAVAS:

BRASIL 3x1 CHILE
COLÔMBIA 2X0 URUGUAI
FRANÇA 3X0 NIGÉRIA
ALEMANHA 4X1 ARGÉLIA
HOLANDA 2X1 MÉXICO
COSTA RICA 2X0 GRÉCIA
ARGENTINA 3X1 SUIÇA
BÉLGICA 2X1 ESTADOS UNIDOS